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Professor do PGEB orienta sistema digital que prevê danos de ressacas na orla de Maricá

Pesquisa de doutorado, desenvolvida na UFF com ex-aluna do PGEB, cruza relatos da população e dados do oceano para apontar quando as ressacas começam a causar estragos

O professor Fábio Ferreira Dias, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB) da Universidade Federal Fluminense (UFF), orientou o desenvolvimento do Sentinela da Orla de Maricá, um sistema digital de monitoramento que busca prever os danos causados por ressacas na orla do município. A pesquisa foi divulgada pela UFF em 30 de setembro de 2026.

O sistema foi elaborado pela pesquisadora Camila Américo dos Santos em seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros da UFF, sob orientação de Fábio Dias, que integra os quadros permanentes de docentes desse programa e do PGEB.

Camila é graduada em Ciência Ambiental pela UFF. No mestrado, realizado no PGEB, trabalhou com monitoramento ambiental de ambiente manguezal. No doutorado, em Biologia Marinha, deu continuidade à atuação em ambientes costeiros, com pesquisa voltada a monitoramento costeiro, geotecnologias, dados meteoceanográficos, informação geográfica voluntária e ciência cidadã aplicada à gestão de riscos e impactos na orla.

Ciência cidadã como rede de sensores

O Sentinela se baseia no método de ciência cidadã. Moradores, quiosqueiros e frequentadores da orla podem enviar fotos, vídeos e descrições dos danos por um WebSIG ou por um canal no Telegram. Cada relato é associado à sua localização e horário e cruzado com as condições do mar naquele momento, como altura e período das ondas, fluxo de energia, vento e nível da água. O cruzamento indica a partir de quais condições os estragos começam a ocorrer.

Segundo o professor Fábio, a escolha do método vem da ausência de monitoramento específico para a região. As praias de Maricá são refletivas, com grande inclinação, areia grossa e ondas que arrebentam direto na faixa de areia, e sofrem erosão rápida durante ressacas. “Percebemos que os modelos oceanográficos tradicionais de mar aberto ignoravam a dinâmica hiperlocal das praias refletivas de Maricá, enquanto moradores, quiosqueiros e frequentadores da orla postavam no Instagram o impacto real muito antes ou fora dos alertas oficiais. A população, nesse caso, funciona como uma rede distribuída de sensores de impacto”, explica.

O que a pesquisa mostrou

O estudo identificou que 42,5% dos impactos urbanos na orla de Maricá ocorriam com ondas abaixo de 2,5 metros, limiar usado pelo sistema de alertas da Marinha, voltado à segurança da navegação offshore. A frequência de danos estruturais também muda de patamar: passa de 25% nos eventos com ondas entre 3,0 e 3,5 metros para 50% a partir de 3,5 metros.

“Quantificar essa virada de chave dá à Defesa Civil um parâmetro exato para acionar a emergência”, destaca Fábio Dias sobre a importância prática dos resultados.

A ferramenta não substitui os alertas tradicionais, e sim os complementa. O estrago depende de um conjunto de fatores oceânicos e meteorológicos, e não apenas da altura da onda.

Aproximação com a gestão pública

Ainda não há parceria institucional formal com os órgãos competentes, mas o Sentinela foi apresentado em palestra na sede da Área de Proteção Ambiental de Maricá. A estratégia do grupo é priorizar a escala municipal e oferecer soluções acessíveis e de baixo custo, como a combinação de dados gratuitos com a ciência cidadã. “O Brasil tem centenas de municípios costeiros sofrendo com ressacas, e a gestão de risco real acontece no chão da cidade, não em mapas macrorregionais”, afirma o professor, que lembra que a abordagem já havia chamado a atenção da gestão climática de Niterói, onde o grupo foi convidado a integrar o Fórum do Clima do município.

O sistema pode ser replicado em outros municípios, desde que haja nova calibração com dados locais.

Sobre o professor

Fábio Ferreira Dias é Professor Titular da UFF, lotado no Departamento de Análise Geoambiental, e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. É doutor em Ciências (Geologia) pela UFRJ e integra os corpos docentes permanentes dos programas de Biologia Marinha e Ambientes Costeiros e de Engenharia de Biossistemas.

Fonte: Divisão de Assessoria de Imprensa da UFF, “Sistema digital desenvolvido na UFF prevê danos causados por ressacas na orla de Maricá”, 30/09/2026. https://www.uff.br/30-09-2026/sistema-digital-desenvolvido-na-uff-preve-danos-causados-por-ressacas-na-orla-de-marica/

Primeiro aluno de doutorado do PGEB recebe o diploma de Doutor em Engenharia de Biossistemas

Leonardo Ricciardi é o primeiro doutor formado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da UFF

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB) da Universidade Federal Fluminense (UFF) celebra um marco na sua história: Leonardo Ricciardi, o primeiro aluno de doutorado do programa, recebeu o diploma de Doutor em Engenharia de Biossistemas.

Leonardo concluiu o doutorado em 30 de junho de 2026, com a tese “Use of Bayesian Recurrent Neural Networks for Insights and Strategic Decision-Making in Sugarcane-Related Futures Markets”, orientada pela professora titular Profa. Dra. Thelma de Barros Machado e coorientado pelo Prof. Dr. Gustavo Lyra (UFRRJ)

A pesquisa usa redes neurais recorrentes bayesianas para gerar informações e apoiar decisões estratégicas nos mercados futuros de commodities ligados à cana-de-açúcar. O trabalho une inteligência artificial, inferência bayesiana e o agronegócio, uma das áreas de atuação da Engenharia de Biossistemas. Seu doutorado produziu 22 registros de patentes de software no INPI.

A banca examinadora foi composta pela Profª. Dra. Thelma de Barros Machado (UFF), Prof. Dr. Gustavo Bastos Lyra (UFRRJ), Prof. Dr. Carlos Rodrigues Pereira (UFF), Prof. Dr. Angelo Gurgel (MIT – Massachusetts Institute of Technology), Prof. Dr. Durval Dourado Neto (USP – Universidade de São Paulo) e pelo Prof. Dr. Fábio Freitas Ferreira (UFF).

A entrega do diploma, em 22 de setembro, encerra o percurso do primeiro doutorado concluído no PGEB e mostra a consolidação do programa na formação de pesquisadores de alto nível.

O PGEB parabeniza o Dr. Leonardo Ricciardi pela conquista e agradece a todos os docentes, técnicos e colaboradores que fizeram parte dessa trajetória.

Parceria na UFF aplica Inteligência Artificial no estudo de doenças neuromusculares

A Universidade Federal Fluminense (UFF) dá mais um passo na integração entre ciência, tecnologia e saúde. O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB/UFF), por meio do Grupo de Pesquisa BiodAI – Engenharia de Inteligência Artificial, e o Programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências uniram competências para o desenvolvimento de uma plataforma institucional destinada à avaliação e ao acompanhamento de casos clínicos relacionados a doenças neuromusculares.

A iniciativa aproxima áreas estratégicas como Inteligência Artificial, Ciência de Dados em Saúde, Engenharia, Neurologia e Neurociências em um ambiente interdisciplinar voltado à produção de conhecimento, à formação de pesquisadores e ao desenvolvimento de novas soluções para a saúde.

A plataforma permitirá a organização e a integração estruturada de informações clínicas, o acompanhamento longitudinal dos pacientes e a geração de indicadores capazes de apoiar pesquisas sobre a evolução das doenças neuromusculares. Com o avanço do projeto, ferramentas de análise de dados e inteligência artificial poderão contribuir para a identificação de padrões clínicos, estratificação de casos e desenvolvimento de modelos analíticos de apoio à pesquisa e à tomada de decisão.

Segundo a coordenadora do grupo de pesquisas BiodAI e da Pós-Graduação Stricto Sensu da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI), professora Thelma Machado, um dos principais diferenciais do projeto está na possibilidade de transformar dados clínicos em conhecimento científico estruturado:

“A consolidação de bases institucionais favorecerá estudos prospectivos e retrospectivos, ampliando a compreensão sobre diferentes perfis de pacientes e abrindo novas perspectivas para pesquisas translacionais em saúde neurológica. Além disso, a cooperação gerará oportunidades para dissertações, teses, projetos de inovação e publicações científicas, envolvendo estudantes e pesquisadores em uma interface cada vez mais estratégica entre tecnologia e saúde.”

Para o PGEB, a parceria reforça a capacidade da Engenharia de Biossistemas de atuar em desafios complexos e multidisciplinares. Para o BiodAI, representa a ampliação das aplicações da Engenharia de Inteligência Artificial em problemas reais, com alto impacto científico, institucional e social.

Todo o desenvolvimento da plataforma será orientado por princípios rígidos de ética em pesquisa, segurança da informação, governança e proteção de dados pessoais sensíveis, respeitando integralmente as particularidades das informações clínicas.

Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Mônica Savedra, o projeto exemplifica o papel transformador da universidade pública:

“Ao conectar diferentes saberes em torno de um mesmo propósito, a iniciativa reafirma uma visão contemporânea de ciência: integrar competências, transformar dados em conhecimento e utilizar a inovação para gerar melhores perspectivas para a saúde, impactando positivamente a sociedade por meio do fortalecimento da saúde pública.”

PGEB StatAtlas chega à UFF como ferramenta colaborativa para fortalecer a análise estatística e R em todos os cursos

O PGEB, em parceria com o Biod-AI, lança o PGEB StatAtlas — Atlas Colaborativo de Testes e Métodos Estatísticos, uma ferramenta digital criada para apoiar estudantes, docentes, pesquisadores e equipes técnicas de todos os cursos da UFF. A proposta é tornar a estatística mais acessível, aplicada e cientificamente orientada, reunindo em um só ambiente recursos para escolher, compreender e executar testes e modelos estatísticos com maior segurança metodológica.

O StatAtlas reúne 360 testes e modelos estatísticos, com explicações, exemplos de aplicação nas áreas de Saúde, Biossistemas e Computação, códigos completos em R e gráficos apropriados para apresentar os resultados conforme o teste ou modelo escolhido. A ferramenta foi pensada como um atlas colaborativo: um ponto de partida para quem está planejando trabalhos acadêmicos, artigos científicos, dissertações, teses, projetos de extensão, análises laboratoriais, estudos computacionais ou investigações aplicadas que dependam de dados e evidência quantitativa.

Além do atlas estatístico, o StatAtlas oferece um segundo recurso de grande impacto: um criador de mapas customizáveis por estados e municípios, permitindo representar indicadores por região geográfica e apoiar estudos com recorte territorial. Com ele, pesquisadores podem produzir visualizações úteis para trabalhos, artigos e projetos que envolvam municípios, estados, indicadores epidemiológicos, ambientais, sociais, educacionais ou tecnológicos. O acesso ao StatAtlas está disponibilizado pelo site do PGEB: https://pgeb.uff.br

Laboratórios BiodAI e LIPA do PGEB têm credenciamento aprovado na Plataforma Nacional de Infraestrutura de Pesquisa do MCTI

A inclusão dos laboratórios na PNIPE amplia a visibilidade da infraestrutura científica do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas e fortalece oportunidades de cooperação, inovação e compartilhamento de recursos de pesquisa.

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da Universidade Federal Fluminense — PGEB/UFF — celebra a aprovação do credenciamento de dois de seus laboratórios na Plataforma Nacional de Infraestrutura de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — PNIPE/MCTI: o Laboratório de Engenharia de Inteligência Artificial para a Biodiversidade, Sustentabilidade & Saúde — BiodAI e o Laboratório de Interação Planta-Ambiente — LIPA.

A PNIPE é uma iniciativa do Governo Federal destinada a reunir e disponibilizar informações sobre a infraestrutura de pesquisa existente nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação brasileiras. A plataforma busca ampliar o acesso da comunidade científica, tecnológica e empresarial aos laboratórios e equipamentos cadastrados, além de estimular o uso compartilhado da infraestrutura científica nacional.

A aprovação representa um importante avanço para o PGEB, ao conferir maior visibilidade nacional às competências científicas, tecnológicas e laboratoriais desenvolvidas no âmbito do Programa. O credenciamento também favorece a formação de redes interinstitucionais, a construção de projetos cooperativos, a utilização compartilhada de equipamentos e a aproximação com pesquisadores, instituições públicas, organizações sociais e empresas interessadas em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Laboratório BiodAI

O Laboratório de Engenharia de Inteligência Artificial para a Biodiversidade, Sustentabilidade & Saúde — BiodAI constitui um ambiente interdisciplinar dedicado à aplicação de métodos computacionais e de inteligência artificial na investigação de problemas relacionados à biodiversidade, à sustentabilidade ambiental, à saúde e à Engenharia de Biossistemas.

Suas atividades contribuem para o desenvolvimento de soluções baseadas em análise de dados, modelagem, aprendizagem de máquina e integração de informações ambientais e biológicas. O laboratório fortalece uma área estratégica para a ciência contemporânea, aproximando inteligência artificial, conservação da biodiversidade, saúde, mudanças climáticas, agricultura sustentável e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao enfrentamento de desafios socioambientais complexos.

O credenciamento do BiodAI na PNIPE reforça sua inserção no cenário nacional de pesquisa e inovação e amplia as possibilidades de colaboração com grupos que atuam em inteligência artificial, ciência de dados, biodiversidade, sustentabilidade e saúde.

Laboratório de Interação Planta-Ambiente

O Laboratório de Interação Planta-Ambiente — LIPA desenvolve atividades relacionadas ao estudo das respostas das plantas às diferentes condições ambientais, contribuindo para a compreensão dos processos que regulam seu crescimento, desenvolvimento, produtividade e adaptação.

As pesquisas conduzidas nesse campo são fundamentais para o desenvolvimento de sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas, das alterações na disponibilidade de água, das variações de temperatura, das condições do solo e de outros fatores ambientais que influenciam o desempenho vegetal.

A presença do LIPA na PNIPE amplia a divulgação de sua infraestrutura e de suas competências científicas, favorecendo cooperações nas áreas de fisiologia vegetal, ecofisiologia, produção vegetal, monitoramento ambiental, agricultura sustentável e avaliação das interações entre plantas e ambiente.

Fortalecimento da infraestrutura científica do PGEB

O credenciamento simultâneo do BiodAI e do LIPA evidencia a natureza interdisciplinar do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas. Enquanto o BiodAI atua na integração entre inteligência artificial, dados, biodiversidade, sustentabilidade e saúde, o LIPA contribui para a investigação experimental das relações entre organismos vegetais e condições ambientais.

A articulação entre essas duas infraestruturas cria novas possibilidades para o desenvolvimento de pesquisas que combinem experimentação, monitoramento, modelagem computacional e análise de grandes conjuntos de dados. Essa complementaridade fortalece a capacidade do PGEB de produzir conhecimento científico e soluções tecnológicas aplicáveis à agricultura, ao meio ambiente, à conservação da biodiversidade, à saúde e ao desenvolvimento sustentável.

Além de ampliar a visibilidade institucional, a participação na PNIPE poderá contribuir para estimular o compartilhamento responsável da infraestrutura laboratorial; ampliar a cooperação com outras universidades e instituições de pesquisa; favorecer a elaboração de projetos científicos multi-institucionais; aproximar os laboratórios de empresas e organizações interessadas em pesquisa e inovação; fortalecer a formação de estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado; aumentar a competitividade do Programa em chamadas públicas e redes nacionais de pesquisa; promover maior integração entre pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação.

A aprovação do credenciamento dos laboratórios BiodAI e LIPA reafirma o compromisso do PGEB/UFF com a excelência acadêmica, a interdisciplinaridade, o desenvolvimento científico e tecnológico e a formação de recursos humanos qualificados para enfrentar os desafios ambientais, produtivos, sociais e sanitários contemporâneos. O PGEB segue na ampliação de sua presença no sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação e fortalece sua contribuição para a construção de soluções sustentáveis, inclusivas e baseadas em conhecimento científico.

⚽⚽⚽ UFF NA COPA 2026 🏆🏆🏆

O aluno de mestrado do PGEB/UFF Bruno Ricciardi, orientado pela Professora Thelma Machado, e vinculado à Escola de Engenharia, gravou um vídeo diretamente do Centro de Comando e Controle da Copa do Mundo, nos Estados Unidos, para apresentar a grandiosa estrutura tecnológica utilizada pela FIFA durante o evento. No registro, o mestrando mostra como funciona o sistema responsável por transmitir imagens para o mundo inteiro e revela os bastidores da operação que integra captação, processamento e distribuição de dados em tempo real.

Integrante do Biod- AI, grupo de pesquisas em inteligência artificial vinculado ao PGEB e coordenado pela professora Thelma Machado, Bruno explica como tecnologias de ponta apoiam o controle do VAR e a análise do jogo em grande escala. Entre os recursos apresentados estão bolas monitoradas por RFID, chuteiras mapeadas, escaneamento corporal dos jogadores e sistemas avançados de inteligência artificial, processados por mega-servidores instalados no centro de comando e controle, que ajudam a tornar as decisões e transmissões cada vez mais precisas, rápidas e integradas.

PGEB/UFF realizará sua primeira defesa de tese de doutorado no dia 30 de junho

Leonardo Ricciardi defenderá pesquisa sobre redes neurais recorrentes bayesianas aplicadas à tomada de decisão estratégica em mercados futuros ligados à cana-de-açúcar, em sessão remota pela plataforma Google Meet.

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da Universidade Federal Fluminense realizará, no dia 30 de junho de 2026, às 9h, a primeira defesa de tese de doutorado do programa. A sessão será realizada em formato remoto, por meio da plataforma Google Meet.

A tese, intitulada “Use of Bayesian Recurrent Neural Networks for Strategic Decision-Making in Sugarcane-Related Futures Markets: Navigating Chaotic and Multimodal Contexts with Bayesian Architectures”, apresenta uma investigação voltada ao uso de redes neurais recorrentes bayesianas para apoio à tomada de decisão estratégica em mercados futuros relacionados à cana-de-açúcar, considerando contextos caóticos e multimodais. O trabalho é de autoria do doutorando Leonardo Ricciardi.

A pesquisa foi desenvolvida sob a orientação da Profa. Dra. Thelma de Barros Machado e coorientação do Prof. Dr. Gustavo Bastos Lyra. A banca examinadora será composta, ainda, pelos docentes Prof. Carlos Rodrigues Pereira e Prof. Fábio Freitas, do PGEB/UFF, além dos membros externos Prof. Dr. Angelo Gurgel, do MIT – Massachusetts Institute of Technology, e Prof. Dr. Durval Dourado Neto, da USP – Universidade de São Paulo.

A realização desta defesa representa um marco na trajetória do PGEB/UFF e reafirma o avanço do programa em sua consolidação acadêmica, ampliando sua contribuição para a formação de pesquisadores e para a produção de conhecimento em temas estratégicos na interface entre engenharia, modelagem computacional, inteligência artificial e sustentabilidade.

 

Defesa de tese de doutoradoLeonardo Ricciardi
Data30 de junho de 2026
Horário9h
ModalidadeRemota, via Google Meet
Título da teseUse of Bayesian Recurrent Neural Networks for Strategic Decision-Making in Sugarcane-Related Futures Markets: Navigating Chaotic and Multimodal Contexts with Bayesian Architectures
OrientadoraProfa. Dra. Thelma de Barros Machado
CoorientadorProf. Dr. Gustavo Bastos Lyra
Banca examinadoraProfa. Dra. Thelma de Barros Machado; Prof. Dr. Gustavo Bastos Lyra; Prof. Carlos Rodrigues Pereira; Prof. Fábio Freitas; Prof. Dr. Angelo Gurgel (MIT – Massachusetts Institute of Technology); Prof. Dr. Durval Dourado Neto (USP – Universidade de São Paulo).
Link da sala virtualhttps://meet.google.com/fex-oaec-grw

Projeto do PGEB/UFF conquista Prêmio UFF de Excelência 2025 em Inovação Mercadológica

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB) da Universidade Federal Fluminense celebra a conquista do Prêmio UFF de Excelência 2025 – categoria Inovação Mercadológica – pelo doutorando Leonardo Ricciardi. Sob orientação da Profa. Thelma de Barros Machado (UFF) e coorientação do Prof. Gustavo Bastos Lyra (UFRRJ), Leonardo foi o premiado de 2025 nesta categoria, um reconhecimento de destaque à inovação presente em seu projeto de doutorado. A cerimônia de premiação, organizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI/UFF), ressaltou a excelência e o impacto dos trabalhos acadêmicos laureados.

Pesquisa inovadora em mercados de açúcar e etanol

O projeto intitulado “Uso de Redes Neurais Recorrentes Bayesianas Para Insights e Tomada de Decisão no Mercado Futuro de Commodities Agrícolas: Cana-de-Açúcar”, propõe uma abordagem pioneira para quantificar incertezas e apoiar decisões nos mercados co-dependentes de açúcar e etanol. Esses dois mercados do complexo sucroenergético brasileiro estão interligados – a mesma usina pode destinar matéria-prima para açúcar ou para etanol, e políticas públicas (como mandatos de mistura de etanol) influenciam diretamente a dinâmica de preços. Modelar cada mercado separadamente tende a subestimar riscos, especialmente em momentos de volatilidade extrema. A pesquisa premiada busca suprir essa lacuna ao fornecer ferramentas preditivas mais robustas para análise conjunta desses mercados.

Principais destaques do projeto premiado:

Quantificação rigorosa da incerteza: desenvolvimento de um modelo estatístico hierárquico bayesiano que gera distribuições preditivas calibradas para os preços do açúcar e do etanol, em bases semanais de 2010 a 2024. O modelo captura a dinâmica de acoplamento entre os mercados, levando em conta a alocação produtiva usina a usina (açúcar vs. etanol) e variáveis de políticas públicas que afetam a oferta e demanda.

Volatilidade e correlações dinâmicas: utilização de modelos de volatilidade multivariada (como DCC-GARCH) combinados a técnicas de machine learning (redes neurais recorrentes bayesianas) para aprender padrões temporais complexos. Isso permite refletir, de forma adaptativa, como os choques em um mercado impactam o outro e vice-versa, inclusive capturando dependências de cauda – ou seja, cenários extremos em que preços de açúcar e etanol tendem a se movimentar juntos.

Decomposição das fontes de risco: aplicação da lei da variância total para decompor a incerteza projetada em componentes com significado econômico. O modelo separa o risco decorrente de fatores de produção (como safras e escolhas de mix produtivo açúcar–etanol), de fatores de política/regulação (por exemplo, mudanças em mandatos de mistura ou subsídios), e de choques de mercado externos (como eventos climáticos severos – secas, geadas –, flutuações nos preços internacionais do açúcar e do petróleo/etanol, demanda global, câmbio e outros fatores macroeconômicos). Essa decomposição ajuda a identificar quais fontes de volatilidade mais afetam o setor em cada período, oferecendo informações valiosas para estratégias de hedge e planejamento.

Inovação em decisões de investimento: criação do conceito Uncertainty-Adjusted Mean–Variance Optimization (UAMVO) – ou “Otimização Média-Variância Ajustada à Incerteza”. Trata-se de uma extensão bayesiana original do consagrado modelo de Markowitz, que passa a internalizar a incerteza das estimativas de retorno médio e covariâncias. Na prática, o UAMVO adiciona uma penalização baseada na incerteza posterior calculada pelo modelo, tornando a seleção de portfólio ou estratégias de comercialização mais robustas contra erros de estimativa. Essa abordagem inédita, desenvolvida no contexto do açúcar e etanol, pode ser aplicada para melhorar a alocação de ativos e contratos em mercados agroindustriais, servindo como ferramenta de apoio a decisões mais confiáveis mesmo diante de cenários incertos.

Supercomputação e colaboração internacional

Para atingir esses resultados, a pesquisa de Leonardo também se destaca pelo uso intensivo de computação de alto desempenho (HPC). O doutorando foi contemplado com uma bolsa CAPES de doutorado sanduíche, realizando parte de seus estudos no Barcelona Supercomputing Center (BSC), na Espanha, e no Supercomputador Santos Dumont (LNCC). Nesses ambientes, ele executa cadeias de Monte Carlo em larga escala (via algoritmos MCMC/NUTS) e vastas simulações estocásticas, além de utilizar frameworks paralelos (MPI/Dask) para orquestrar experimentos complexos, como filtros de correlação dinâmica em múltiplos cenários. Essa parceria internacional permite escalar e validar os modelos com reprodutibilidade e eficiência, além de abrir caminho para futuras aplicações do núcleo metodológico em outras áreas, como a previsão de eventos climáticos extremos que impactam a agroindústria.

Declaração da orientadora

“Este prêmio é motivo de grande orgulho para nós. Ele reconhece não apenas a dedicação e competência do Leonardo, mas também a qualidade e a inovação da pesquisa que estamos desenvolvendo no PGEB/UFF,” destacou a Profa. Thelma de Barros Machado, orientadora do projeto. “Ao aliar inteligência artificial e estatística bayesiana para resolver um problema real do setor sucroenergético, o Leonardo demonstra o potencial transformador da pesquisa acadêmica. Essa conquista mostra a importância de investirmos em abordagens interdisciplinares e uso de supercomputação. Sem dúvida, o trabalho dele servirá de inspiração para outros alunos e contribuirá para decisões mais seguras e eficientes no agronegócio brasileiro.”

A professora Thelma chama ainda a atenção dos pesquisadores brasileiros para uma quebra de paradigma: “Fazer ciência de ponta no Brasil exige responder, ao mesmo tempo, às demandas sociais e às necessidades econômicas e de mercado, sem perder de vista que a produção científica deve manter um equilíbrio estratégico entre conhecimento aberto, acessível à sociedade, e inovação aplicada, capaz de gerar soluções, produtos e serviços. Quando resultados científicos se traduzem em aplicações com valor econômico, criam-se oportunidades legítimas de retorno financeiro — por meio de parcerias, transferência de tecnologia e novos modelos de negócios — que podem ser reinvestidas pelos grupos de pesquisa em infraestrutura, formação de pessoas e novas agendas científicas, estabelecendo um ciclo virtuoso de autofinanciamento em prol da ciência brasileira. Nesse modelo, uma vertente alavanca a outra: a pesquisa orientada ao mercado amplia recursos e escala, enquanto a pesquisa de base e aberta fortalece o conhecimento público, qualifica métodos e forma especialistas, elevando o patamar de excelência científica. Ao somar esforços com o Governo Brasileiro, esse equilíbrio fortalece a soberania científica do país e amplia a capacidade dos cientistas brasileiros de produzir conhecimento avançado que, ao circular pelo mercado, fomenta ainda mais pesquisa e devolve à sociedade resultados abertos, robustos e transformadores”.

O PGEB/UFF parabeniza o doutorando Leonardo Ricciardi e seus orientadores pela conquista do Prêmio UFF de Excelência 2025. Este reconhecimento ressalta a missão do programa em promover pesquisa de ponta, com impacto prático e alinhada às demandas da sociedade. A inovação mercadológica evidenciada pelo estudo reforça o compromisso do PGEB em formar profissionais capacitados a impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil.

Doutoranda do PGEB/UFF é contemplada com bolsa de Doutorado Sanduíche no Exterior pela CAPES

Minercia Job Macamo desenvolverá modelagem hidrodinâmica e ecológica no Instituto Superior Técnico de Lisboa com apoio do programa CAPES/PDSE, reforçando a internacionalização e a excelência científica do PGEB.

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB) da Universidade Federal Fluminense celebra a conquista de sua segunda bolsa de doutorado sanduíche no exterior desde a criação do curso de doutorado, há dois anos. A doutoranda Minercia Job Macamo foi aprovada no edital nº 17/2025 do Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) da CAPES (seleção 2026 – primeira chamada). Com isso, a pesquisadora realizará parte de seus estudos no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa – um dos mais conceituados centros de ensino e pesquisa em engenharia da Europa –, sob a orientação do Prof. Dr. Ramiro Neves e com coorientação no Brasil do Professor Dr. Fábio Ferreira Dias, no âmbito do PGEB.

Essa nova conquista representa mais um marco para o PGEB, evidenciando a crescente consolidação acadêmica e científica do programa em nível nacional e internacional. Além de destacar o êxito da estratégia de internacionalização do PGEB, a bolsa obtida por Minercia Macamo reforça a relevância da formação oferecida pelo programa, pautada na excelência acadêmica e no compromisso com soluções sustentáveis para desafios ambientais.

O projeto aprovado, intitulado “Sistema Lagunar de Piratininga-Itaipu: uma contribuição à gestão hídrica do município de Niterói-RJ, Brasil”, tem foco na modelagem hidrodinâmica e ecológica do degradado sistema lagunar de Piratininga-Itaipu, em Niterói (RJ). Trata-se de um ecossistema costeiro de grande importância para serviços como pesca e lazer, porém atualmente classificado como hipertrófico devido à elevada carga de nutrientes. Para enfrentar esse desafio, a pesquisa utilizará o modelo numérico MOHID (Modelo Hidrodinâmico Integrado) na simulação dos principais processos biogeoquímicos responsáveis pela eutrofização, com ênfase nos ciclos de nutrientes (nitrogênio e fósforo), além de oxigênio dissolvido e matéria orgânica.

No IST, a doutoranda passará por treinamento avançado no uso da plataforma MOHID, incluindo módulos de hidrodinâmica e qualidade da água, e atuará na coleta e organização de dados essenciais – como batimetria, regime de marés, vazões dos rios e informações meteorológicas – para embasar o modelo. Em seguida, será construída, calibrada e validada uma modelagem hidrodinâmica detalhada do sistema lagunar, que servirá de base para acoplar o módulo de qualidade da água. Com o modelo integrado, Minercia poderá simular cenários de eutrofização e hipóxia na lagoa, avaliando os impactos de diferentes condições ambientais e antropogênicas.

Os resultados esperados incluem a geração de dados e produtos que permitam um diagnóstico ambiental robusto do sistema Piratininga-Itaipu, bem como o desenvolvimento de uma ferramenta preditiva fundamental para o planejamento ambiental sustentável da região. O modelo auxiliará gestores e autoridades locais a reduzir riscos de degradação ecológica e a promover a sustentabilidade dos múltiplos usos do ecossistema costeiro, servindo de base para estratégias de recuperação e conservação em longo prazo. Do ponto de vista científico, o trabalho contribuirá para o avanço do conhecimento sobre processos ecológicos em lagoas costeiras urbanizadas, oferecendo subsídios para políticas de manejo de recursos hídricos em ambientes costeiros sensíveis.

O impacto social do projeto é direto e estratégico para Niterói e para a Região Oceânica: ao produzir um diagnóstico sólido e uma ferramenta preditiva para apoiar o planejamento ambiental do sistema lagunar de Piratininga-Itaipu, a pesquisa contribui para qualificar decisões públicas e comunitárias sobre qualidade da água, redução de riscos de degradação e sustentabilidade dos usos do ecossistema — como pesca e lazer. Nesse sentido, o estudo oferece respostas contundentes sobretudo aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS): ODS 6 (Água Potável e Saneamento), ao apoiar a gestão hídrica e o enfrentamento de processos de eutrofização/hipóxia; ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), por fortalecer a resiliência ambiental urbana e a governança territorial; ODS 14 (Vida na Água), ao orientar a recuperação e conservação de ecossistemas aquáticos costeiros; e ODS 13 (Ação Climática), ao ampliar a capacidade de monitoramento e adaptação de ambientes sensíveis a pressões e variabilidades ambientais.

Esta conquista reafirma o compromisso do PGEB/UFF com a excelência acadêmica, a internacionalização e o fortalecimento da formação de seus pós-graduandos. Ao viabilizar experiências de pesquisa de alto nível no exterior e focadas em problemas socioambientais relevantes, o programa segue impulsionando a capacitação de recursos humanos qualificados e a produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável.

EDITAL INTERNO DE SELEÇÃO PARA BOLSA DO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE DOUTORADOSANDUÍCHE NO EXTERIOR (PDSE/ CAPES) – EDITAL INTERNO (PDSE/ CAPES) Nº 1/2025

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS (PGEB), da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, no uso de suas atribuições e considerando o Edital CAPES Nº 17/2025 que dispõe sobre o Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior, faz saber que estão abertas as inscrições para seleção interna para indicação de doutorando, na forma deste Edital.